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Fase 4 do projeto Gutenberg — O futuro multilíngue do WordPress

Após a transformação da edição de conteúdo (Fase 1), da customização de site (Fase 2) e da colaboração em equipe (Fase 3), a última fase do Projeto Gutenberg visa resolver uma das barreiras mais antigas e complexas da plataforma: o suporte a sites multilíngues.

A Fase 4 foca na implementação de suporte nativo e centralizado para sites em múltiplos idiomas diretamente no core (núcleo) do WordPress. O objetivo é eliminar a dependência de plugins de tradução de terceiros que, embora essenciais por anos, frequentemente acrescentam complexidade, sobrecarga de banco de dados e problemas de desempenho.

Note que, como é uma fase que ainda não começou e só começará ao fim da fase 3, ainda temos pouca documentação específica sobre ela, mas conseguimos falar sobre alguns pontos gerais encontrados em posts distintos no Make WordPress

A necessidade da implementação no core

Apesar de o WordPress ser a plataforma mais utilizada no mundo, a criação de um site multilíngue sempre exigiu soluções complexas, como:

  • Plugins de terceiros: Ferramentas que traduzem o conteúdo, mas criam camadas de abstração na base de dados, relacionando posts por ID.
  • Sobrecarga de Performance: A duplicação de conteúdo e a manipulação de strings de tradução por plugins de terceiros costumam introduzir lentidão e dificultar a manutenção.
  • Falta de padrão: Cada plugin gerencia suas traduções de seu próprio jeito, com zero compatibilidade entre eles e outros plugins, além de te forçar a usar tais plugins (e normalmente, suas versões pagas) para todo sempre.

A Fase 4 busca integrar o multilinguismo de forma arquitetônica, garantindo que o recurso seja elegante, rápido e inerente à plataforma, assim como a edição de blocos.

Características e metas da fase 4

A integração nativa do multilinguismo no core não se trata apenas de traduzir textos, mas de gerenciar todo o ecossistema de conteúdo em diferentes idiomas:

  1. Suporte de Idiomas à nível de posts: Definir um idioma primário para posts, páginas e até mesmo blocos, e gerenciar as traduções como versões interligadas do mesmo conteúdo.
  2. Tradução integrada do editor: Permitir que os usuários criem ou editem traduções diretamente na interface do Editor de Blocos (Gutenberg/FSE), usando o mesmo fluxo de trabalho que utilizam para criar conteúdo original.
  3. Configuração simplificada: Eliminar a necessidade de menus complexos e de configurações duplicadas, gerenciando a estrutura de idiomas (como URLs e slugs) de forma coesa.
  4. Otimização de Banco de Dados: Desenvolver uma solução que minimize a duplicação de dados, evitando a criação de tabelas e estruturas de banco de dados complexas, garantindo que a funcionalidade não prejudique a performance do site.

O impacto final no ecossistema

Com a implementação da Fase 4, o Projeto Gutenberg atinge seu clímax:

  • Usuários: Criar um site multilíngue se torna uma funcionalidade plug-and-play, acessível a qualquer usuário sem conhecimento técnico ou necessidade de investimento em soluções pagas.
  • Performance: Ao ser integrado ao core, o suporte multilingue será otimizado para o desempenho, aproveitando a arquitetura moderna do WordPress e dos Temas de Bloco (FSE).
  • Desenvolvedores: Embora represente um desafio inicial para os autores de plugins de tradução, o core fornecerá uma API padronizada, permitindo que eles se concentrem em recursos avançados de tradução (como serviços de IA e gerenciamento de glossários) em vez de na infraestrutura básica.

O Projeto Gutenberg é um plano ambicioso de quatro fases que visa reimaginar o WordPress como uma plataforma de publicação e design moderna, completa em todas as frentes: Edição, Customização, Colaboração e, finalmente, Multilinguismo.

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